Neste início de verão e vésperas de ano novo, trazemos para você um roteiro pelo belo litoral paranaense, na encantadora cidade de Matinhos, uma das três únicas cidades do Estado voltadas diretamente ao mar aberto. Vamos conhecer o lugar?
HISTÓRIA
Como já é de nosso conhecimento básico, a região litorânea onde está inserida a cidade já foi ocupada há alguns milênios pelo “homem de sambaqui”, que não abdicou de deixar registrado marcas inequívocas de sua presença e, depois deles, passou a ser habitada pelos Índios Carijós, do qual a história do nosso país demonstra em detalhes a atuação desses nativos com os primeiros europeus que fincaram os pés em nossa “Pindorama”.
Entretanto, como estava localizada a meio caminho entre Paranaguá e Guaratuba, núcleos habitacionais mais elaborados, só depois de muito tempo conseguiu se firmar como povoado e apta a participar mais ativamente da vida política daquela região, embora sofrendo as influências socioculturais dos povoadores dessas duas localidades vizinhas.
A elevação do antigo povoado à condição de Distrito da Cidade de Paranaguá se deu em janeiro de 1951, da qual se desligou definitivamente em junho de 1967, quando se tornou município emancipado.
Seu nome deriva da vegetação rateira abundante em toda aquela região litorânea, que por dedução era composta por “matinhos”.
RODANDO EM MATINHOS
A CIDADE
Como característica básica de cidades litorâneas, salvo muitas exceções neste nosso imenso Brasil, a área urbana de Matinhos é quase toda plana e tem, cruzando toda sua extensão de alto a baixo, uma rodovia movimentadíssima, que, em tese, seria algum trecho não construído da famosa BR-101 que liga o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, contornando toda a orla leste do país.
Mas o movimento na PR-412 está a um fio de ser multiplicado muitas vezes e a razão será o término próximo da ponte que está sendo construída entre Matinhos e Guaratuba, conforme já descrevemos na matéria que fizemos nessa outra cidade. (….)
Percorrer suas ruas, ainda que estreitas, não é tarefa muito complicada, dada a linearidade do município e a referência óbvia do mar, que sempre nos dá um norte (no caso, nos dá o leste)
Porém, a conservação das ruas é bem precária e não nos referimos aqui sobre a areia do mar invadindo os logradouros públicos, mas na conservação deficiente que aparenta ter, fato esse secundado pela sinalização também não convincente.
O centro comercial, por sua vez, é bem formado e com grande variedade de produtos e serviços ao visitante, complementado por uma rede gastronômica interessante e também variada, mas com a rede hoteleira ainda engatinhando.
Segundo o último levantamento, a estimativa é que aproximadamente 40 mil pessoas habitam a cidade de forma fixa, número esse alterado nas altas temporadas e finais de semana.
AS PRAIAS
O destaque em Matinhos não poderia deixar de ser suas belas praias, distribuídas entre mais de uma dezena de balneários que atraem milhares de pessoas nas altas temporadas.

Os principais balneários são: Caiobá, Corais, Jussara, Gaivotas, Iracema, Guacyara, Currais, Ipacaraí, Betaras, Solimar, Marajó, Saint Etiene, Florida, Riviera I e II e Flamingo, e a praia de Matinho, na Sede.
O Balneário Caiobá é o maior de todos e segue no sentido da cidade de Guaratuba. Lá estão as praias Brava, para os adeptos do surf, e Mansa, com águas calmas e rasas.
IGREJA MATRIZ DE SÃO PEDRO
Localizada no centro de Matinhos, foi construída em substituição da antiga igreja que já não comportava mais o número de fiéis, mas as duas seguem na cidade, sem que houvesse necessidade da destruição da antiga.
A construção da nova igreja teve seu curso nos anos da década de 1970 e hoje temos um suntuoso templo de arquitetura moderna, toda revestida de concreto e vitrais.
A beleza também toma conta da parte interna, que praticamente se estende numa única nave principal, esta integrada com o altar-mor de forma quase imperceptível.
COMO CHEGAR
Para os visitantes que partirem da capital paranaense o percurso será de aproximadamente 110 km, sendo os primeiros 80 km pela BR-277, na direção de Paranaguá, mas derivando à direita pela PR-508, antes de chegar na cidade.
Já para os paulistas da capital o trajeto é bem mais longo. Serão cerca de 460 km se o aventureiro rodar pela BR-116, até Campina Grande do Sul/PR, e descer então pela Estrada da Graciosa no sentido de Paranaguá, também derivando à direita pela PR-508, antes de chegar na cidade .
Se você já conhece a região, tem alguma crítica ou sugestão para fazer, envie-nos um comentário a respeito. Será muito útil para nós.
EDITORIAL
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Jornalista responsável: Marcos Duarte– MTB 77539/SP
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